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O Eremita

Pela simples razão de escrever

O Eremita

Pela simples razão de escrever

12
Mai21

Não tenho hipótese alguma de competir com tanta luz, muito menos com o Sol

O Eremita

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Hoje o dia parece não querer acabar,

O Sol não quer passar além da linha do horizonte.

Não existe um sinal, por pequeno que seja,

Que me indique que a noite vem a caminho.

Tudo é luz, brilho, reflexo, azul…que me ofusca.

- Surges tu.

O tempo parou, já percebi.

- Surges tu, caminhas na minha direcção,

Tremo, emoções descontroladas.

O Sol fixou-se ali mesmo,

Nem mais à esquerda, nem mais à direita. Ali.

Ali onde tu está, ao ponto de seres a sombra do meio-dia.

- Presente, tu e o teu olhar,

Agregas tudo em redor,

E eu apenas me divido entre o que és para mim,

E o que sou para ti.

No meio de tudo isto, noto que o Sol te disputa,

E segues na direcção desse astro que brilha, aquece e faz explodir emoções.

Vejo-te desaparecer nesse rasto de luz solar,

Que se prolonga até à linha do horizonte.

E partem os dois.

Finalmente a noite começa a clamar o seu espaço.

 

Foto: O Eremita

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